SOBRE CAMPANHAS ELEITORAIS: Os Dados Estão Lançados!

O título acima tem pra este post uma dupla conotação. Isso porque a frase “Os dados estão lançados” nos remete a uma dose de sorte, algo em torno de jogos, ou melhor ainda, para nosso caso, aquilo sobre o qual nem sempre temos domínio.

Nesse ponto, a vontade do eleitor que já fora outrora manipulada de diversas formas -vide primeiro post da série “Sobre campanhas Eleitorais”- atualmente tem tido cada vez mais independência e autonomia. Assim, o controle incisivo sobre o eleitor está cada vez mais fragilizado. O que do ponto de vista do amadurecimento da democracia é excepcional.

Contudo, a despeito da primeira conotação do título, gostaríamos de nesse post nos ater ao segundo entendimento, qual seja: ” os dados (informações) estão lançados ”

No post anterior indagamos sobre se você sabe ouvir. Dissemos que ouvir é mais que escutar, e que compreender o eleitor é fundamental no exercício digno das funções de candidato e político.

Pois bem.

Se aprendermos ouvir nossos eleitores passamos para uma segunda fase tão importante e complexa quanto fundamental em momentos Eleitorais, e também nos momentos de exercício do cargo eletivo.

Nesse cenário precisamos trabalhar com as informações colhidas. Parece, em primeira analise, algo bastante superficial e de fácil execução, mas não o é.

A ciência política é ramo das ciências sociais, e tal como sua matriz não trabalha com exatidão, mas sim e justamente com o oposto disso. As incertezas, as dúvidas, as diferenças, as infinitas possibilidades, dão a beleza e complexidade desse tipo de relação, as relações humanas.

É fácil de se notar que em uma discussão comum entre casais – as famosas DR (discussão de relacionamento) – pessoas tão próximas não conseguem se entender. Mesmo querendo agradar muitas vezes um cônjuge ouve do outro “você não me entende”, ao que lhe é retrucado – “mas eu fiz justamente o que me pediu”, e uma frase célebre encerra a discussão: ” Eu disse isso, mas não foi isso que eu ‘quis’ dizer”

Apesar da cena acima não ter nenhuma relação com eleição ou política, ela nos da duas lições básicas para trabalhar com a informações colhidas junto aos eleitores e representados.

Primeiro. Entenda que as relações humanas são demasiadamente complexas, e aceite isso. Casais que estão juntos há anos e que se amam se desentendem. Imagine você e seus interlocutores, que trilham caminhos muitas vezes curtos e distantes.

E segundo. Nem sempre a informação colhida serve para ser operacionalizada. Você pode indagar, então qual a utilidade de se colher informações?

Informações servem para serem estudadas e não operacionalizadas. Isso porque nem sempre – como no exemplo acima – o que se diz corresponde ao que se quis dizer, ou ao que se quer, o que se deseja.

Ouça, estude, compreenda…. Mas ainda não operacionalize.

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