Penso, logo…

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O ato de encher pressupõe um prévio esvaziamento.

Esse foi o princípio básico do qual partiu o raciocínio de Descartes antes de formular a célebre frase – “Penso, logo existo”.

O dito filósofo se propôs a um esvaziamento de ideias, de conceitos, de conhecimentos, até ao ponto mínimo, onde só lhe restou o “pensar”.

A partir de então, começa a formular – ou reformular – toda sorte de raciocínios, ideias e conhecimentos.

Diz Descartes:

Decidi fazer de conta que todas as coisas armazenadas no meu espírito até aquele momento eram tão ilusórias como meus sonhos

Taí uma lição muito válida para os dias de hoje.

Vivemos numa sociedade de conceitos, ideias e conhecimentos muitas vezes enlatados, pré moldados e que, sob uma ótica mais crítica, não condizem com a realidade e se dissociam da práxis cotidiana.

Nesse ponto, é preciso – como disse e fez o filósofo – se livrar de toda carga a priori e reconstruir conceitos, ideias e conhecimentos a partir do simples raciocínio desconexo das experiências e conhecimentos anteriores.

É preciso atingir um nível de sinceridade e transparência intelectual capaz de disermos: “Não sei”, ou, “Posso estar errado”.

Pensar, ou repensar, conceitos já construídos e estabelecidos por nós, é tão importante quanto pensar ou refletir sobre o novo.

Afinal, o novo será moldado pela cabeça enlatada que já temos!

 

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