Minha declaração de voto!

Em tempos de eleições, segundo turno, ânimos inflamados, e até de ódio disseminado on e off line, torno públicos os meus votos!

Faço votos que o Brasil ganhe!

Faço votos que a democracia prevaleça.

Faço votos que o ódio cesse e que a harmonia reine em seu esplendor.

Faço votos que as discussões inflamadas não acabem com longas e saudáveis amizades.

Faço votos que as famílias se unam, mesmo com pensamentos opostos.

Faço votos que possamos nos expressar sem medo e sem rótulos.

Faço votos que a economia cresça, e que um maior número de brasileiros se beneficie disso.

Faço votos que nossos políticos sejam mais conscientes, e mais respeitosos também.

Faço votos que a eleição acabe, e o respeito não!

Respeito na guerra, real ou virtual.

Gosto de ler. Acho que já citei isso aqui. Mas entedio-me com certa facilidade. Assim sendo, sempre leio vários livros ao mesmo tempo.

De regra, escolho livros com temáticas diferentes – para não fundir as páginas e confundir as ideias.

Um romance, um livro de filosofia, um clássico sobre macroeconomia (tema que me interessei e dediquei bons momentos ultimamente), best-sellers de lista de mais vendidos – afinal, até para criticar é imperioso que se conheça.

E em tempos de comentários belicosos em redes sociais em razão da polarização política e da terceirização da opinião muito por conta do efeito manada (em ambos, ou todos, os lados), me dediquei a leitura de um clássico.

“A paz perpétua” do complexo filósofo Immanuel Kant.

Cito a leitura pois uma frase – entre tantas boas e contextualizadas ideias – me chamou a atenção.

Falando de guerra, numa análise fria e perspicaz, diz o filósofo que mesmo nesses tempos extremos, há necessidade de “uma certa confiança na consciência do inimigo”.

Contextualizando, há de se acreditar, mesmo em tempos donde se extrai o pior da humanidade, no respeito consciente de um lado para com outro.

Quiçá seja uma lição importante para os tempos de redes sociais inflamadas, inconsequentes, desrespeitosas, e ignorantes (na acepção de não se saber).

O respeito, a consciência do outro, a alteridade, são características essências em qualquer sociedade. Na paz e na guerra. No bate papo no ‘buteco’ e nas publicações virtuais.

Kant tem razão. Pena a superficialidade das discussões virtuais nos distanciar de tão boas leituras.

P.S. – Não importa seu “lado”, seu candidato, suas crenças. Importa seu respeito, sua alteridade, e sua consciência do outro!

Ausência justificada.

Há tempos não público nada nesse espaço. Dediquei certo tempo recentemente a reformá-lo, dentro das minhas limitações. Espero que gostem do novo layout. Novas mudanças virão.

Quero voltar a publicar com frequência. Mais de uma vez por semana.

Mas esse post tem função especial de esclarecer e justificar a ausência de publicações aqui.

Fato é que por razão da pre campanha e campanha eleitoral, por estar envolvido, decidi, desta vez, interromper a escrita pra não incorrer em erros éticos, morais, legais, etc.

De agora em diante, voltaremos a nossa programação normal, e em breve além dos textos, vamos trazer vídeos, entre outras novidades!

Segue o jogo!!!

Fuja da zona de conforto, e, Feliz ano novo!

Ontem estava lendo um livro sobre roteiros, como fazê-los, sua importância estratégica, como tornam a escrita e a organização de curtas e longas (vídeos) mais eficazes.

Eis que me deparo com uma informação que corrobora com algo que sempre ressalto em meus colóquios!

“Em 1515, o Senado de Veneza tentou banir a máquina de impressão por ela ser considerada uma meretriz, já que a abundância de livros tornava os homens menos estudiosos”. (Da criação ao Roteiro – Teoria e Pratica. Comparato, Doc)

O que sempre digo é que vivemos na era de maior acesso à informação – a todo tempo somos bombardeados por informações diversas, além de termos acesso quase irrestrito a qualquer tipo de informação em real time do que se passa em todo o mundo.

E, paradoxalmente, nunca tivemos uma sociedade tão desinformada, e o que pode ser ainda pior, mal informada.

Fake News se propagam com tanta facilidade pois encontram terreno fértil a proliferação.

Mas não é sobre as não notícias que quero escrever hoje. Mas sim sobre o paradoxo mais informação menor conhecimento.

Isso tem relação estreita com algo que é proclamado aos quatro ventos por gurus de toda espécie.

Fuja da zona de conforto!!!

É ela que te torna fraco, é ela que te nivela ao que é medíocre, te põe na vala comum, que tira sua capacidade de ser melhor, e de dar o seu melhor!

A abundância é uma benção se bem gerida, mas, via de regra, tem sido a derrocada de indivíduos e sociedades.

Que nesse tempo de repensar, de rever as metas, de estipular propósitos, de praticar sonhos, possamos nos desgarrar da abundância, nos desapegar da quietação, e fugir da zona de conforto.

Só assim construiremos indivíduos mais capacitados e sociedades mais preparadas para enfrentar as questões da pós modernidade (e da era da pós verdade).

Feliz ano novo! Feliz agir novo!

Uma experiência de pós morte

Morri.

Não da vida!

Hipoteticamente!

Explico.

Li dias atrás sobre um caso narrado por uma pessoa em coma que supostamente morreu e teve uma experiência pos mortem.

São comuns esses relatos. Pouco científicos. Mas interessantes.

Tal qual minha experiência. Nada científica. Mas reflexiva.

Quando digo MORRI, não me refiro a morte de fato, mas a uma hipotética morte cidadã. E após isso, tive a tal experiência de pós morte.

Como se meu espírito cidadão vagasse pelos quatro cantos da terra, pelos quatro ventos que sopram nossa Rosa Cardeal.

E num devaneio lúcido, inebriado eu me via – como cidadão – nos mais variados regimes políticos – existentes ou não, pragmáticos ou cientificamente congelados em teses que nunca de fato saíram do papel.

Digo. A experiência não me apeteceu.

Foi indigesta.

Como aquele suco de laranja comprado pronto, amanhecido fora da geladeira, que nos dá azia só de cheirar.

Em muitos desses regimes políticos que “visitei”, perdi minha condição de cidadão. Noutros, fui iludibriado por castas. Ora de sangue, ora de supostos intelectuais, ora de qualquer outra possibilidade de se separar um grupo melhor que a massa.

O certo é que a azia cidadã que me acompanhou por toda divagação cadavérica me fez ter certa saudade do nosso mal falado regime.

E me fez crer, inacreditavelmente, na democracia!

Há equívocos! Há desvios comportamentais! Há defesa de interesses! Há corrupção!

Bem por tudo isso, entre tantas outras características, que é a demo (povo) cracia (governo).

A representação fiel de nossa gente. Não o fosse, não haveriam equívocos, interesses, desvios comportamentais, e corrupção.

O que fazer?

Lutemos para salvar o povo! Assim salvaremos a democracia.

Como num espelho, o que se penteia não é o reflexo, é a pessoa! Pessoa penteada é reflexo penteado!

A democracia é tão somente reflexo de seu povo!

Cleberson Siqueira

Falência dos Parques de Diversão e a nova Política!

Ok, confesso. Rolou certo aperto no coração, acompanhado de muito saudosismo quando li a notícia dos fechamentos dos grandes parques de diversão de SP.

Sei que o paulistano já fechou há algum tempo, e que o outro grande (do interior) está em situação difícil há tempos. Mas é igual a notícia triste que você já esperava. A hora do aviso é sempre marcante!

Em bate papo com amigos relembrávamos os muitos bons momentos que lá passamos. E a constatação que ultrapassa o óbvio ululante de que os tempos mudaram.

A adrenalina dos carrinhos tromba-tromba (ou bate-bate) não mais excitam as crianças de hoje em dia. O marasmo do sobe e desce e giros intermináveis do carrossel não seriam mais suportados pelas crianças atualmente. A não ser que se “amarrasse” um tablet a crina dos pobres cavalinhos!

A verdade é que a tecnologia mudou o mundo. Vem mudando à tempos! Mas mais recentemente, a internet cada vez mais rápida e acessível, smartphones, e as redes sociais mudaram (para sempre e para não sei onde) os hábitos de todos nós!

E isso se aplica e muito a vida pública. A política!

Desde as eleições, ato primeiro da democracia, até a efetiva administração pública, sua fiscalização, normatização.

Mesmos atos não mais produzem mesmos resultados. E sequer resultados anteriores dão conta dos novos problemas e questões públicas atualmente postas.

É preciso, assim como no campo das diversões, se reinventar. 

Nem vou citar a atual conjuntura como velha, já que o que se propõe como novo também resta ultrapassado. 

O velho morreu, e o novo ainda não nasceu! Nesse interin, aquele que se reinventar primeiro (e melhor), sai na frente – e beberá água limpa!

Despertem, antes que a falência seja inevitável! 

Para o bem de todos, é preciso repensar e reinventar a política!

Isso sim é GOLPE!

Nos últimos dias, em meio a fortes discussões da iminente Reforma Previdenciária e também da que se segue, Trabalhista, eis que surge – ou ressurge – a fantasmagórica Reforma Política.

Boa vontade? Interesse social? Melhorias no sistema?

Não meus caros. O que passa, e o que pesa nesse ressurgimento é o tempo! 

Sim, o tempo. 

Isso porque temos cerca de 6 meses de prazo para que as alterações feitas vigorem já nas próximas eleições, de 2018.

Pois bem.

A discussão da reforma é retomada num ponto que sequer tinha grande importância e respaldo às épocas das grandes discussões das casas.

Voto em lista fechada!

Por esse sistema, o eleitor vota no partido, e esse escolhe os nomes dos candidatos e os coloca em uma sequência pré ordenada.

Pelo número de votos que determinado partido recebe tem-se o número de cadeiras (deputados) que o partido terá direito. 

A partir desse número, serão eleitos os primeiros nomes pré ordenados pelo partido numa lista “fechada”. 

Basicamente, existem dois motivos para que nossos parlamentares optem por essa sistemática.

Um público e outro escuso.

O público: sustentam que tal sistema de lista fechada seria mais econômico e viria ao encontro das reformas no sistema de financiamento. Barateando campanhas eleitorais.

A despeito dessa teoria não ser exatamente o que se prega, não vamos nos ater a essa discussão. Visto que o motivo escuso é o que nos mais interessa nesse momento.

Motivo escuso. O sistema de lista fechada ganha força após a publicação da “lista do Janot”, que às vésperas das eleições 2018, poderia causar grandes danos as campanhas de caciques e velhos rostos do congresso.

Alterando a votação “personalíssima” do sistema atual, para um sistema em que os caciques se auto preordenam, os escândalos, investigações, e indiciamentos teriam menos importância numa campanha eleitoral.

Motivos para renegar o sistema de lista fechada?

1. Impunidade. Tendo em vista a manutenção de foro privilegiado a investigados.

2. Manutenção do “status quo”. A escolha dos que entram ficam a cargo dos que estão. 

3. Antidemocracia do sistema. O povo, titular da escolha, transferirá seu poder e direito aos caciques dos partidos.

4. Anacronismo do sistema ao espírito popular atual. A supervalorização partidária num momento de democracia jovem e personalíssima não coadunam.

5. A quase impossibilidade de renovação dos nossos representantes.

Motivos outros poderiam ser elencados aqui. 

Para o bem da discussão, ficam elencados os básicos e abrimos às opiniões!

Afinal. Informação também é cidadania!!!